Chegou ao fim, da forma mais trágica, a busca pela cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. A Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que o corpo encontrado preso entre árvores em um desfiladeiro na Estrada da Serra das Águas, conhecida como Estrada de Lídice, no estado do Rio de Janeiro, é o da mulher que estava desaparecida desde 30 de junho, após sair de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
De acordo com a investigação, o corpo foi localizado na tarde de sexta-feira (17), em um trecho de difícil acesso, com terreno íngreme, rochoso e cercado por mata fechada, na estrada que liga os municípios de Angra dos Reis e Rio Claro. A operação de resgate durou várias horas e só terminou no fim da noite, diante da complexidade do local.
A remoção mobilizou policiais civis de São Sebastião e Ubatuba, equipes do Grupo de Pronta Resposta do 3º Batalhão de Ações Especiais (BAEP), Corpo de Bombeiros e policiais militares do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, familiares reconheceram Berenice por tatuagens, características físicas e pelas roupas que ela vestia no dia em que desapareceu. O corpo estava em avançado estado de decomposição.
A empresária Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, presa temporariamente e acusada de envolvimento no desaparecimento e na morte da cozinheira, deverá ser ouvida novamente. A Polícia Civil busca esclarecer como ocorreu o crime e de que forma o corpo foi levado até o local onde foi encontrado. A investigação também não descarta a participação de outras pessoas, principalmente na ocultação do cadáver.
Relembre o caso
Berenice Ramos de Aguiar Faria desapareceu no dia 30 de junho, depois de aceitar uma carona da patroa, Eliane Alves dos Santos, proprietária do restaurante onde trabalhava em Ubatuba.
No dia anterior ao desaparecimento, a cozinheira conversou com um dos filhos e contou que havia sido dispensada por causa da baixa temporada. Ela disse que permaneceria na cidade até receber os valores da rescisão antes de retornar para Igaratá, no Vale do Paraíba, onde morava.
Na manhã do desaparecimento, Berenice ainda trocou mensagens com a filha. Segundo a investigação, a última pessoa a estar com ela foi a empresária, que teria oferecido uma carona até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).
Eliane foi presa temporariamente no último dia 10 de julho. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil mostram o trajeto percorrido pela caminhonete preta da empresária no dia do desaparecimento. Pelo horário registrado nas imagens, os investigadores acreditam que Berenice ainda estava no veículo.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, onde passará por exames que deverão apontar a causa da morte.
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