Um vigilante de 33 anos foi preso em flagrante na noite de sábado (4), no Residencial Vida Nova Araçatuba, em Araçatuba (SP), suspeito de porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. A Guarda Municipal chegou ao local após receber uma denúncia anônima sobre tiros e encontrou o homem com um revólver calibre 38 escondido na roupa.
De acordo com a Guarda Municipal, uma testemunha identificou o vigilante como o responsável pelos disparos. Os agentes localizaram o suspeito dentro de uma adega e, durante a revista, encontraram um revólver calibre 38 escondido na cueca. A arma estava carregada com cinco estojos já deflagrados.
Apesar do material apreendido, o homem negou ter efetuado os disparos. No entanto, outra testemunha afirmou ter presenciado o momento em que ele atirou com a arma de fogo nas proximidades do residencial.
Ainda conforme o registro da ocorrência, durante a abordagem o vigilante informou aos guardas que teria outras armas em sua residência. A equipe foi até o imóvel, mas encontrou apenas um coldre que, segundo a polícia, seria compatível com o revólver apreendido.
Os agentes também relataram que, durante o trajeto até o plantão policial, o investigado passou a desferir socos e chutes contra a viatura. Já na delegacia, ele teria apresentado comportamento agressivo, sendo necessário o uso de algemas para contê-lo. Enquanto aguardava para prestar depoimento, ainda conforme a Guarda Municipal, o suspeito passou a ofender os agentes.
A pessoa que acionou a Guarda Municipal também compareceu à delegacia e informou que o vigilante estaria alterado, acelerando e fazendo barulho com o veículo que dirigia. Segundo esse relato, após uma tentativa de conversar com o suspeito, ele teria efetuado os disparos nas proximidades da residência da testemunha.
A polícia informou que o revólver apreendido está regularmente registrado em nome do investigado. No entanto, ele não apresentou autorização de porte da arma, o que motivou a autuação pelo crime de porte ilegal, além da acusação de disparo de arma de fogo.
Em depoimento, o vigilante voltou a negar os disparos e afirmou que não estava com o revólver no momento da abordagem. Segundo sua versão, a arma e as munições deflagradas teriam sido encontradas pelos guardas em sua residência.
Após analisar os depoimentos e as circunstâncias da ocorrência, o delegado responsável manteve a prisão em flagrante e determinou a apreensão do revólver e das munições, que serão encaminhados para perícia. Encerrados os procedimentos de polícia judiciária, o vigilante permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça, aguardando a realização da audiência de custódia.
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