Um recuo expressivo no número de queimadas mobiliza as forças de segurança e prevenção em Campinas durante a Operação Estiagem de 2026. Os dados do município mostram apenas 82 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros este ano, diante dos 707 atendimentos registrados no mesmo período de 2025. No monitoramento aéreo, os focos de calor identificados por satélite despencaram de 375 no ano anterior para 31 em 2026, sendo que a totalidade dos casos deste ano foi detectada pela ferramenta de rastreamento — diferentemente de 2025, quando 12 incêndios combatidos em campo não haviam sido apontados pelo sistema.
A frente de trabalho nas ruas envolveu 156 inspeções realizadas no entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos, somadas a outras 39 vistorias preventivas em pontos de alto risco para queimadas. Para coordenar as ações, a Defesa Civil já emitiu 27 boletins de alerta sobre perigo de incêndio e encaminhou 160 comunicados técnicos às equipes da força-tarefa, que iniciou os trabalhos em maio e segue com mobilização contínua até 30 de setembro.
O combate direto ao fogo conta com a sustentação de 695 hidrantes operacionais distribuídos pelo município, todos mapeados por uma plataforma digital que registra o histórico de vistorias e o estado de funcionamento de cada equipamento. Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros, Pedro Henrique Borges Marques, a disponibilidade desses pontos reduz o deslocamento das equipes e acelera o reabastecimento das viaturas para o retorno ao combate. O suporte hídrico em áreas verdes ganhará ainda o reforço de um reservatório de água em fase de entrega na Mata de Santa Genebra.
As diretrizes de fiscalização e resposta foram consolidadas durante reunião na Sala de Resiliência do Paço Municipal, reunindo a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a CPFL, órgãos municipais e empresas públicas. O diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, ressaltou que a integração entre as instituições e o uso de monitoramento em tempo real são fundamentais para antecipar riscos e agir de forma preventiva no período mais seco do ano.
Para expandir a capacidade de resposta, o município avança na modernização do sistema meteorológico com a validação de novas estações no Parque Oziel e em dois centros de educação infantil, permitindo acompanhar variações de temperatura, umidade, chuva e vento para emitir alertas regionais específicos. O projeto tecnológico inclui ainda o desenvolvimento de ferramentas com inteligência artificial para detecção de raios, análise de risco de inundações e cruzamento de dados de radares, estações e câmeras de monitoramento.
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