Operação Chargeback prende cinco suspeitos de aplicar golpes com estornos bancários em compras pela internet

 

Foto: Ilustrativa

Cinco homens, com idades entre 19 e 29 anos, foram presos nesta terça-feira (7) durante a Operação Chargeback, deflagrada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por aplicar golpes em compras online, além de atuar na falsificação de documentos e outros crimes relacionados.

De acordo com as investigações, os suspeitos realizavam compras pela internet, aguardavam a entrega dos produtos e, posteriormente, solicitavam o estorno dos valores às instituições financeiras, alegando que não reconheciam as transações. Com isso, conseguiam receber o reembolso sem devolver as mercadorias, permanecendo tanto com os produtos quanto com o dinheiro.

Segundo o delegado Lúcio Antônio Petrocelli, responsável pela investigação, o grupo também mantinha uma estrutura voltada à produção e comercialização de documentos falsificados, como certificados de cursos, históricos escolares e atestados médicos. O material era confeccionado e enviado aos compradores pelos Correios mediante pagamento.

Ainda conforme a Polícia Civil, a organização recrutava pessoas que dominavam os procedimentos de contestação de compras junto às instituições financeiras para aumentar as chances de aprovação dos pedidos de estorno. Esses participantes, segundo a investigação, atuavam como intermediários no esquema e recebiam parte dos valores recuperados.

As apurações apontam que os clientes eram orientados a realizar as compras utilizando cartões e contas do Nubank. Após a confirmação da entrega das mercadorias, era iniciado o processo de contestação da operação, sob a alegação de que a compra não havia sido autorizada. O valor restituído era posteriormente dividido entre os integrantes do grupo.

Em nota, o Nubank informou que adota medidas rigorosas para prevenir e combater fraudes, em conformidade com a legislação vigente. A instituição também afirmou que colaborou com a Polícia Civil, fornecendo informações durante a investigação, e permanece à disposição das autoridades para contribuir com o andamento do caso.

As investigações tiveram início após a identificação de movimentações consideradas irregulares e de um volume incomum de pedidos de estorno. Segundo o delegado, o trabalho dos setores de compliance das instituições financeiras foi fundamental para detectar o padrão das fraudes e subsidiar a atuação da Polícia Civil.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, documentos, arquivos digitais, anotações contendo nomes e números de CPF, além de dinheiro em espécie. Todo o material será analisado para aprofundar as investigações.

Os cinco presos são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica. A Polícia Civil também apura se o esquema foi utilizado contra outras instituições financeiras e se há novos envolvidos na organização criminosa.

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