A Polícia Militar de São Paulo prendeu três pessoas suspeitas de participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos. O policial foi baleado na cabeça no sábado (27), na Avenida Goiás, no ABC Paulista. A motivação do crime ainda é investigada.
Ronickson passou por cirurgia neurológica no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo a Polícia Militar, não houve piora durante o procedimento. O estado de saúde é grave, porém estável, e há expectativa de recuperação.
Entre os detidos, um homem de 24 anos colaborou com as investigações e ajudou a polícia a identificar os demais envolvidos. Ele deve ser liberado após prestar esclarecimentos.
Os outros dois presos, de 52 e 40 anos, são apontados como participantes diretos do planejamento do atentado. De acordo com a investigação, eles dirigiam os carros usados para monitorar o oficial antes da ação. O suspeito de 52 anos confessou participação. As prisões ocorreram em Guaianases.
A polícia também apreendeu dois veículos utilizados no crime. Os autores dos disparos continuam foragidos.
As investigações indicam que Ronickson era seguido antes do ataque. Imagens de câmeras de segurança mostram o monitoramento do policial.
No momento do atentado, o tenente estava de motocicleta e havia parado em um semáforo na Avenida Goiás. Ele foi atingido por disparos feitos por dois homens que estavam em outra moto. Pouco antes, havia saído de uma academia.
Ronickson Pimentel dos Santos é irmão de Eloá Cristina Pimentel, morta aos 15 anos após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, em 2008, em um caso que teve grande repercussão nacional.
A Polícia Militar informou que novos detalhes da investigação serão apresentados em entrevista coletiva no DHPP na manhã desta segunda-feira.
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